Mortalidade Infantil no Brasil: Avanços Históricos e Desafios Atuais

G1

Este artigo aborda mortalidade infantil no brasil: avanços históricos e desafios atuais de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

A Conquista Histórica do Brasil na Redução da Mortalidade Infantil

O Brasil alcançou um marco histórico notável na saúde pública, registrando uma queda sem precedentes nas taxas de mortalidade infantil ao longo das últimas décadas. Este avanço, em consonância com uma tendência global de redução de mortes preveníveis de crianças, posiciona o país em um patamar de sucesso na proteção de suas gerações mais jovens. Dados recentes do relatório "Levels & Trends in Child Mortality", divulgado pelo Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), que congrega UNICEF, OMS, Banco Mundial e a Divisão de População da ONU, atestam que o país atingiu as menores taxas de mortalidade neonatal e de crianças menores de cinco anos desde o início do monitoramento sistemático.

A magnitude dessa conquista é impressionante. Em 1990, a cada mil crianças nascidas no Brasil, 25 faleciam antes de completar 28 dias de vida. Em um período de três décadas e meia, esse número foi drasticamente reduzido para sete mortes a cada mil nascidos vivos em 2024, representando uma diminuição de 72% na mortalidade neonatal. O cenário é igualmente positivo para crianças menores de cinco anos: em 1990, 63 de cada mil não chegavam ao quinto aniversário, enquanto em 2024, essa taxa caiu para 14,2 por mil nascidos vivos, uma expressiva queda de 77%. Em números absolutos, estima-se que mais de 70 mil vidas de recém-nascidos são poupadas anualmente, comparado a 1990, quando o país registrava cerca de 92 mil mortes neonatais.

Este sucesso não é fortuito, mas sim o resultado direto da consolidação e expansão de robustas políticas públicas implementadas a partir dos anos 1990. Iniciativas como o Programa Saúde da Família e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde foram pilares essenciais, juntamente com a ampliação da atenção primária no Sistema Único de Saúde (SUS). Ações estratégicas de incentivo à vacinação e à amamentação complementaram esses esforços, contribuindo decisivamente para a ampliação do acesso a cuidados básicos de saúde e prevenção. Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do UNICEF no Brasil, ressalta que “Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, sublinhando que o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam.

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Fonte: https://g1.globo.com

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