Crise Convulsiva: o protocolo C.A.L.M.A. e como Agir

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Este artigo aborda crise convulsiva: o protocolo c.a.l.m.a. e como agir de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Entendendo a Crise Convulsiva: Causas, Tipos e Sinais de Alerta

Uma crise convulsiva, também conhecida como convulsão, é o resultado de uma descarga elétrica anormal e descontrolada de neurônios no cérebro, que temporariamente altera a função cerebral. Embora frequentemente associada à epilepsia, é crucial entender que uma única crise não significa necessariamente um diagnóstico de epilepsia. Estima-se que cerca de 10% da população mundial experimentará pelo menos uma convulsão ao longo da vida, muitas vezes desencadeada por fatores transitórios e agudos. Conhecer suas causas, tipos e sinais é fundamental para a correta atuação.

Causas Variadas e Gatilhos Potenciais

As causas de uma crise convulsiva são diversas. Além da epilepsia, que é uma condição crônica caracterizada por crises recorrentes, existem inúmeros gatilhos agudos que podem precipitar um episódio em indivíduos sem histórico da doença. Fatores como privação severa de sono, estresse extremo, febre alta (especialmente em crianças, conhecidas como convulsões febris), traumatismos cranianos, desequilíbrios metabólicos (como hipoglicemia e alterações eletrolíticas), uso ou abstinência de álcool e drogas, e certos medicamentos podem ser desencadeadores. O caso recente do ator Henri Castelli, onde exames descartaram epilepsia e a crise foi atribuída a estresse e privação de sono, ilustra bem a multifatorialidade desses eventos.

Diversidade de Manifestações: Os Tipos de Crise

As crises convulsivas são classificadas em dois grandes grupos: focais e generalizadas. As crises focais, ou parciais, começam em uma área específica do cérebro e podem se manifestar com ou sem perda de consciência, com sintomas que variam desde movimentos repetitivos em um membro até alterações sensoriais ou emocionais. Já as crises generalizadas afetam ambos os hemisférios cerebrais desde o início. A mais conhecida é a tônico-clônica, caracterizada pela perda súbita de consciência, enrijecimento do corpo (fase tônica) e movimentos rítmicos de contração e relaxamento muscular (fase clônica). Outros tipos incluem crises de ausência, onde a pessoa parece 'desligar' por segundos, e as mioclônicas, com breves espasmos musculares.

Sinais de Alerta e Reconhecimento da Crise

Nem todas as crises têm sinais premonitórios, mas algumas pessoas experimentam uma 'aura' – um aviso que pode ser uma sensação estranha, odor, visão ou emoção – momentos antes do evento. Durante a crise tônico-clônica, os sinais são tipicamente evidentes: a pessoa pode emitir um grito inicial, cair subitamente, apresentar rigidez muscular seguida de movimentos rítmicos e incontroláveis dos braços e pernas, salivação excessiva e, por vezes, perda de controle da bexiga ou intestino. Após a crise, a fase pós-ictal é comum, marcada por confusão, desorientação, sonolência e fadiga, como observado no caso de Henri Castelli, que relatou não reconhecer o ambiente após o episódio.

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Fonte: https://g1.globo.com

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