Infertilidade masculina no SUS: Aumento, Causas e Soluções

G1

Este artigo aborda infertilidade masculina no sus: aumento, causas e soluções de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

O Crescimento Notável dos Atendimentos por Infertilidade Masculina no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem observado um crescimento notável e preocupante nos atendimentos relacionados à infertilidade masculina. Dados oficiais do Ministério da Saúde, obtidos pelo g1, revelam que o número de registros mais que dobrou na última década, saltando de 725 atendimentos em 2015 para um impressionante total de 2,5 mil em 2024, marcando o maior índice da série histórica. Até setembro de 2023, já haviam sido contabilizados 1,5 mil atendimentos, evidenciando uma trajetória ascendente e consistente. É crucial entender que esses números, compilados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais e Hospitalares (SIA e SIH), representam atendimentos e não necessariamente o número de indivíduos únicos ou diagnósticos definitivos, visto que um mesmo paciente pode realizar múltiplas consultas ao longo de sua investigação.

Especialistas no campo da urologia e andrologia interpretam essa curva de crescimento como um reflexo multifacetado. Não se trata apenas de um aumento direto na prevalência da infertilidade masculina, mas de uma combinação de fatores que inclui uma maior conscientização e, consequentemente, maior procura por serviços de saúde por parte dos homens, aliada a um aumento na incidência de elementos que prejudicam a fertilidade. Guilherme Guimarães, urologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, ressalta que o aumento demonstra que “mais homens estão chegando ao sistema de saúde e que os fatores de risco estão mais presentes”.

A aceleração dos registros de atendimentos, particularmente a partir de 2021, coincide com a fase de retomada pós-pandemia de Covid-19 e a ampliação do acesso aos serviços de saúde. Rafael Ambar, urologista e andrologista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), complementa que esses números dialogam diretamente com o que é observado nos consultórios. Segundo ele, o crescimento não reflete apenas maior demanda por consultas, mas também a crescente ocorrência de fatores adversos à fertilidade masculina, como o aumento da obesidade, o sedentarismo, o uso inadequado de anabolizantes, a poluição ambiental e a tendência social de adiar a decisão de ter filhos. Tais fatores convergem para criar um cenário de atenção redobrada sobre a saúde reprodutiva masculina no país.

Fatores Determinantes da Infertilidade Masculina: Do Estilo de Vida às Condições Clínicas

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A Importância do Diagnóstico Precoce e da Quebra de Tabus

A investigação da infertilidade conjugal, por décadas, priorizou a saúde feminina, postergando a análise da saúde reprodutiva masculina. Essa prática, frequentemente enraizada em estigmas sociais e na percepção deturpada da masculinidade, resultou em atrasos significativos no diagnóstico e tratamento. Contudo, a infertilidade masculina não é uma condição rara, sendo responsável por 40% a 50% dos casos, seja como fator único ou associado. Reconhecer essa realidade e promover o diagnóstico precoce no homem é fundamental para otimizar as chances de sucesso reprodutivo e, crucialmente, para abordar a saúde masculina de forma integral, permitindo intervenções mais eficazes e menos invasivas.

O diagnóstico precoce da infertilidade masculina permite a identificação de causas tratáveis ou reversíveis antes que a condição se agrave. Condições como varicocele, desequilíbrios hormonais, infecções e até mesmo tumores podem ser detectadas em estágios iniciais, aumentando exponencialmente a eficácia das intervenções terapêuticas. A demora na procura por atendimento não apenas reduz as opções de tratamento, podendo levar a procedimentos mais complexos e dispendiosos, mas também acarreta um significativo desgaste emocional e financeiro para o casal. Além do aspecto reprodutivo, o diagnóstico pode revelar outras condições de saúde subjacentes que afetam o bem-estar geral do homem, reforçando a importância de uma abordagem proativa e preventiva.

Quebrar os tabus que cercam a infertilidade masculina é uma necessidade urgente para o avanço da saúde pública e para o bem-estar individual. A vergonha e o receio de ter sua masculinidade questionada impedem muitos homens de buscar ajuda especializada, adiando por vezes em anos a consulta com um urologista ou andrologista. Campanhas de conscientização, a desmistificação do tema e a educação da população são vitais para criar um ambiente onde o homem se sinta à vontade para discutir sua fertilidade abertamente. Ao fazer isso, não só se facilita o acesso aos serviços de saúde do SUS, como também se promove uma cultura de cuidado e autoconhecimento, essencial para a saúde reprodutiva e mental masculina, impactando positivamente a vida de milhares de casais.

Abordagens Diagnósticas e Tratamento da Infertilidade Masculina no SUS

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Fonte: https://g1.globo.com

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